Segundo adianta a Agência Lusa, o autarca socialista insistiu, na qualidade de testemunha, nas críticas feitas, na generalidade, à arbitragem portuguesa, tendo apontado casos concretos de alegado compadrio no futebol. Depois do jogo com o Benfica com o Braga, no Estádio da Luz, em Janeiro, o dirigente falou na existência de «favores» e «compadrio» nas nomeações dos árbitros para os jogos da I Liga, o que levou o Benfica e ao Sporting a pedirem para que os factos fossem apurados e a Procuradoria-Geral da República abriu um processo.

Uma semana depois, Mesquita Machado demitiu-se da FPF e disse «não pactuar com estas situações» e voltou a frisar ter tido «conhecimento de que teria havido influências externas para que o árbitro fosse alterado» no jogo com o Benfica.

Mais tarde, a 27 de Janeiro, o presidente da Câmara de Braga deu uma conferência de imprensa no Estádio Municipal da cidade, na qual fez um apelo para que a sua renúncia à presidência da Assembleia Geral da FPF «sirva para uma reflexão profunda no futebol português» e para que «deixe de haver estas autênticas poucas-vergonhas» na arbitragem.