quarto lugar

 

«As maratonas começam a ser cada vez mais especiais e começam, se calhar, a definir-se como o meu futuro», disse a atleta do Sporting à agência Lusa no final da prova norte-americana.

 

A atleta, de 29 anos, estreou-se nesta distancia em Nova Iorque no ano passado, quando conseguiu um terceiro lugar, mas diz que na altura ainda era prematuro dizer que a sua carreira passaria pelas maratonas. «Se calhar ainda era muito cedo e ainda não pensava tanto assim, mas este ano já penso que é, realmente, o meu objetivo para os Jogos Olímpicos», explicou.

 

Com o tempo 2:25.53 horas, Sara foi a primeira não africana a terminar a corrida e conquistou a sua segunda melhor marca pessoal. «O resultado final é prova de que tudo é possível, de que tenho de continuar a acreditar em mim, no meu trabalho, no meu valor, e acho que algo de muito bom ainda me espera», garante.

 

A campeã europeia de 3.000 metros em pista coberta de 2013, disse que a corrida deste domingo seria sempre especial, por acontecer no segundo aniversário do filho. «Independentemente do resultado, seria sempre um dia muito especial, de festa, porque há dois anos estava a ser mãe pela primeira vez, e foi com esse espírito que parti hoje», explicou.

 

Sara, que impôs como condição levar o filho consigo para os Estados Unidos, partilhou ainda um momento que aconteceu na véspera da maratona com o filho, quando o treinador lhe dava os últimos conselhos e desejava sorte. «O Guilherme começou a repetir e a dizer “força, mamã”, “boa sorte, mamã'”, “vai correr bem”, e aquilo mexeu muito comigo, emocionei-me muito, porque foi uma preparação difícil, com problemas físicos que me limitaram, e naquele momento pensei: “Amanhã tenho de fazer isto tudo valer a pena”, disse.

 

O pódio foi dominado por três africanas: A queniana Mary Keitany repetiu o triunfo de 2014, com o tempo de 2:24.25, terminando à frente das etíopes Aselefech Mergia (2:25.32) e Tigist Tufa (2:25.50).

«Tinha um lote de africanas muito forte e o facto de ter andado no meio delas, de ter lutado, é aquilo que fica e é aquilo que quero guardar e me inspire para os próximos momentos», disse ainda Sara Moreira, que tem como melhor registro na maratona 2:24.49 horas, conseguido em maio deste ano, em Praga.