Katsouranis

Quique já disse que Katsouranis era um dos seus «guarda-costas», mas esta noite o médio foi bem mais do que isso. O grego cortou inúmeras bolas, tentou soltar jogo para o ataque e nunca se furtou a ajudar a defesa encarnada. Um desempenho regular em consonância com a restante temporada, na primeira parte. Na segunda, depois do empate da Naval, cresceu ainda mais. Assumiu o meio-campo e, depois, lá veio aquela veia goleadora em lances de bola parada. Um golo que valeu três pontos muito, mas muito preciosos. Com tanta importância na equipa, ninguém arranja um avião para que a Grécia fique mais perto?

Aimar

Primeiro golo na Liga, segundo ao serviço do Benfica. O camisola dez encarnado entrou a resolver a partida, ao aproveitar uma bola à entrada da área. Um golo que podia fazer toda a diferença no encontro. O que não aconteceu. Mas Pablo Aimar não se ficou por aí. O argentino foi dos mais lúcidos e sempre aquele que procurou elevar o patamar técnico do jogo.

Di Maria

Uma primeira parte na sombra, uma segunda em cheio. Como foi diferente o camisola 20 entre os 45 e os 90 minutos. Atirou uma bola à barra, ganhou a linha de fundo várias vezes, quase sempre em alta rotação. Diga-se, no entanto, que passou a primeira etapa à direita e foi no flanco contrário que encontrou espaço para expandir o seu futebol (o mesmo aconteceu com Reyes, curiosamente). Perdeu algumas bolas, é certo, quem arrisca nem sempre sai por cima. Ou seja, na primeira parte foi aquela promessa adiada; na segunda, mostrou que pode ser uma estrela futura. Saiu perto do final, mas os aplausos dos adeptos dizem muito da exibição.

Miguel Vítor

Nova prova de valor do central formado nas escolas do Benfica. Um exemplo a defender, quer pelo ar, quer pelo chão. É por jogos como este que rouba o lugar a Sidnei e mais: é certo que o brasileiro leva golos na contabilidade pessoal, mas na Figueira da Foz, Miguel Vítor também provou que pode fazer estragos na área contrária. Assistiu Katsouranis para o 2-1.

Davide

Uma dor de cabeça para David Luiz do primeiro ao último minuto. A Naval atacou quase sempre pela direita, o flanco em que estava. Aí, Davide soube desenvencilhar-se do oponente directo e combinou muito bem com Carlitos, o lateral que aparecia detrás. Bom jogo, sem dúvida.

Marcelinho

Tinha dito que queria marcar ao Benfica, como fizera na primeira volta. Pois cumpriu! Lançado ao intervalo para o lugar de Simplício, não perdoou na primeira ocasião que teve e bateu Moreira com um remate pronto, de pé esquerdo. Um golo cheio de oportunidade, um golo de ponta-de-lança.