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«Os bilhetes para o cinema custam metade e posso viajar grátis nos transportes públicos». E, comenta-se do outro lado do Atlântico, companhias não lhe faltam. Pelé está solteiro, mas, diz o próprio, «com muitas amigas».

Questionado sobre se estava rico, o Rei afirmou: «Se souberem administrar o património que acumulei, meus netinhos não precisarão trabalhar. Mas não fiquei rico com o futebol como os jogadores de hoje. Ganhei dinheiro com palestras e publicidade. E desde o ano passado, estou a reduzir a agenda. Quero-me dedicar aos meus filhos, à minha equipa de garotos lá de Santos. Depois da Copa de 2014, retiro-me de vez».

Numa altura em que se discutem as exorbitâncias do futebol, em que Platini sugere um tecto salarial, Pelé compara a sua vivência de jogador com os tempos actuais: «O Santos pagava o meu salário com a bilheteira dos jogos. Fui para o Cosmos (EUA) por 7 milhões de dólares, naquele período uma soma gigantesca. Agora, há jogadores que ganham isso em menos de um mês» reflecte. Mas o ídolo brasileiro tinha algo que sente faltar hoje em dia: sentimento «Em compensação, no meu tempo, havia amor à camisola».

Sobre a sua saúde, uma resposta singular «O Pelé é imortal. O Edson não tem medo de envelhecer, nem de morrer. Agora, eu me preocupo com a minha saúde. Faço exercícios e fecho a boca para manter o peso: 78 quilos, o mesmo que eu tinha quando parei de jogar.»

Fora do futebol, Edson Arantes do Nascimento revela uma vontade curiosa «Tomarei café com Obama, quando as coisas acalmarem. Enviei-lhe mensagem de felicitações quando foi eleito e ele mostrou-se disponível. Sabe que o Brasil é importante».