Com 24 anos, mostra qualidades interessantes para a dimensão do leão e só não terá aguentado a pressão do «calcio», apesar das credenciais que já revelou ter.

«É uma opção que oferece mais garantias de concorrer com Cedric na lateral-direita do Sporting quando comparado com Welder, jogador que até na equipa B tem demonstrado dificuldades para se impor. É certo que não convenceu a exigente massa adepta da Roma, muito por culpa do modelo ofensivo preconizado por Zeman e pela falta de tempo para se adaptar a um futebol com muito menos espaços, muito intenso e pressionante, quando estava habituado a ter espaço e a receber a bola no flanco sem ser pressionado», analisa Rui Malheiro, comentador Maisfutebol e especialista em futebol internacional.

Para este analista da plataforma «WyScout», Piris pode ser uma mais-valia no plantel de Leonardo Jardim: «É um lateral ofensivo, muito disponível do ponto de vista físico, veloz, ágil, capaz de imprimir acelerações, que se desmarca com astúcia. É muito razoável no passe - opta, mais vezes, por passes curtos em segurança - e razoável nos cruzamentos: pode ser mais eficaz. Em Itália, ganhou argumentos defensivos, principalmente na defesa de posições exteriores, mostrando qualidade no desarme (foi o jogador da Roma mais eficaz nesse item em 12/13) e na antecipação. Contudo, a sua propensão ofensiva faz com que dê algum espaço nas costas. Na defesa de posições interiores demonstra mais debilidades, faltando-lhe maior poder físico, melhor leitura posicional e atributos nos duelos aéreos».

Antes de chegar a Roma, Ivan Piri atuava no São Paulo. Rui Malheiro destaca o facto do paraguaio fazer quatro desarmes completos por jogo na Série A: «É algo notável para quem atuava na América do Sul».

De facto, a média de desarmes completos por jogo na Serie A do reforço do Sporting pela Roma em 2012/13 foi de topo: Piris (3.4), Castán (2.3), Bradley (2.3), Taddei (2.3), Marquinhos (2.0)