Joe Berardo, que disse à «Lusa» ter já cerca de 4 por cento do banco presidido por Paulo Teixeira Pinto, considera «um insulto aos accionistas» do BCP a proposta de alteração de estatutos, que prevê que o conselho geral e de supervisão passe a nomear o conselho executivo do banco, em vez deste ser eleito em assembleia geral.

«Se os novos estatutos forem aprovados, saio logo», disse, acrescentando que «é impossível manter o investimento nessas condições».

Berardo disse ainda que já trocou impressões com outros accionistas mas, por se encontrar no estrangeiro, só na próxima semana vai iniciar conversas formais.

O Conselho Geral e de Supervisão do BCP, presidido por Jorge Jardim Gonçalves, fica autorizado a alterar o Conselho de Administração Executivo do banco logo depois da assembleia-geral de accionistas de 28 de Maio, se estes aprovarem os novos estatutos.