Esta informação, sabe o «Jornal de Notícias», consta de um relatório efectuado pela Inspecção Tributária, que serve de guia nas acções de fiscalização que já estão a ser efectuadas aos clubes e a pelo menos 33 empresários nos negócios da bola.

Concluído no início do ano, o estudo, resultante das experiências de inspecções anteriores e de investigações em curso, constitui um autêntico manual contra a fuga ao Fisco no futebol, cujo combate será uma das principais prioridades para a máquina tributária. Indica quais os pontos fracos a procurar nos negócios e quais os procedimentos que os inspectores tributários devem adoptar nas fiscalizações, as rubricas a observar na contabilidade e as informações a cruzar com as autoridades policiais.

Em causa está um conjunto de irregularidades fiscais que começam com a omissão de declarações de receitas e impostos, passam pela existência de contratos paralelos e terminam na manipulação de custos fictícios e facturas falsas.

São também explicados ao pormenor os esquemas de circulação de dinheiros no pagamento de transferências, verbas de prémios e salários pagos sob a forma de direitos de imagem e, claro, a extensa utilização de empresas sedeadas em paraísos fiscais, «off-shores».