«Pensar no resultado da primeira volta jogaria contra nós. Não seríamos capazes de repetir o resultado sem esforço», disse o técnico, alertando a equipa para um eventual desleixo.

De resto, Quique avisa que o Marítimo «é uma equipa incómoda». «Tem avançados muito rápidos. Vai procurar os nossos erros, e apostar nas transições rápidas. É a fórmula que temos visto outras equipas apresentar na Luz: jogar fechado e tentar criar-nos dificuldades no contra-ataque», explicou o técnico.

Em equipa que jogue bem (quer ganhe ou perca) não se mexe

Quique assume que tem gostado das exibições da equipa, recentemente, e por isso adianta que «não há muitos motivos para mudar» a equipa em que tem apostado. O técnico defende ainda que a única diferença entre o jogo com a Académica e o encontro com o Vitória de Setúbal «foi o resultado». «Temos encontrado o equilíbrio que procurámos ao longo da época. Temos sido uma equipa que ataca bem, e que também não concede oportunidades aos adversários. Todos os treinadores gostam de equipas equilibradas e eu não sou excepção», explicou.

Questionado sobre o que tinha mudado, nas últimas semanas, o treinador espanhol invocou a «auto-estima». «As más exibições são uma soma de erros. Quando isso se gere bem, então a equipa melhora», resume. Quique explicou ainda as mudanças que fez na zona intermediária, que ultimamente tem sido partilhada por Rúben Amorim e Carlos Martins. «A temporada tem momentos diferenciados. Após o jogo com o Estrela da Amadora entendemos que precisávamos de jogadores com maior facilidade na circulação de bola», justifica.

Embora o Benfica tenha perdido os dois últimos jogos em casa, Quique afasta a ideia de que a equipa joga melhor na condição de visitante. «Até há duas semanas estávamos a fazer uma boa época em casa», disse o técnico espanhol, antes de elogiar os adeptos: «Não temos queixa deles, bem pelo contrário. Apoiam-nos sempre, acompanham-nos para todo o lado. Mesmo frente à Académica apoiaram-nos até ao fim.»