Rui Caçador, seleccionador dos sub-21, depois da vitória sobre a Finlândia (2-1) que permitiu a Portugal vencer o Torneio da Madeira:

«O torneio foi competitivo, com resultados que não estiveram totalmente de acordo com aquilo que se passou. Por exemplo, a Madeira [selecção] fez um belíssimo jogo contra a Finlândia - num dos melhores jogos do torneio - e perdeu. Portugal esteve bem. Tínhamos necessidade de criar alternativas em relação aos próprios laterais que a equipa tem e conseguimos. Fizemos um jogo difícil e competitivo e transformámos uma vitória fácil numa mais complicada, por mérito da Finlândia, que esteve hoje muito melhor do que nos outros jogos e criou dificuldades que já estávamos à espera. As equipas nórdicas jogam assim e faço votos para que este seja o resultado que a nossa selecção A vai fazer, num jogo que vai ser certamente de combate como o de hoje».

Revelações no torneio

«Confirmou-se a qualidade do jogador da Madeira que conhecemos. Tivemos o Luís Aurélio a aparecer também em bom nível. Portugal reencontrou nas selecções nacionais o menino Fábio Coentrão. Digamos que um torneio, nesta altura, com três jogos, permitiu não só ver a qualidade individual dos jogadores, como essencialmente ver o que eles valem enquanto elementos de um grupo que, se quer ser campeão, tem de competir ao mais alto nível. Para nós, continua a não ser tão difícil apresentar uma grande equipa para fazer um jogo; mais complicado é apresentar uma equipa ou plantel para ganhar torneios. Por isso gostaria de elogiar publicamente, de novo, o projecto do Marítimo B, o único que não desistiu. Este projecto é o futuro. Não faz sentido que jovens jogadores, que jogam ao mais alto nível, não joguem nos clubes. Felizmente que estes estão a jogar. Aqui na Madeira praticamente todos jogam a titulares; e todos os jogadores que viram hoje na nossa equipa são titulares entre a Liga e a II Liga. Este é um passo em frente que este ano estamos a dar no futebol português».