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A Rússia entrou a jogar ao ataque, com os laterais a subirem no terreno, mas a equipa de Capello acabou por encontrar uma área israelita muito congestionada, com Eli Guttmann a apostar numa defesa com três centrais e um meio-campo que ajudava a fechar as laterais e a entupir a entrada da área, onde os russos desesperavam por encontrar aberturas para visar a baliza de Aouate.

Nos primeiros minutos, a Rússia ainda conseguiu chegar com facilidade à área israelita, mas à medida que os minutos foram passando, estavam cada vez mais longe das redes de Aouate, com a defesa israelita a conseguir afastar a pressão e até a ensaiar alguns contra-ataques, com destaque para um remate de Zahavi que não passou muito longe da trave de Akinfeev.

A Rússia teve mais bola e controlo sobre o jogo, com Kombarov a dar vida à ala esquerda, mas a verdade é que até ao intervalo não conseguiu melhor do que dois remates fora da área e um outro de Shirokov às malhas laterais. Fabio Capello, sempre de pé, não parou de dar indicações aos seus jogadores e não pode ter ficado satisfeito com esta primeira parte.

Um resultado que encaixava nas pretensões de Portugal que, assim, podia manter a liderança e passava a depender de si próprio para garantir a qualificação direta. Mas este quadro idílico desmoronou-se logo no início da segunda parte, com a Rússia a trazer a solução do balneário e a marcar dois golos separados por apenas dois minutos, deitando por terra toda a estratégia de Israel que pareceu não ter um plano B. O defesa Berezutski desbloqueou o marcador com um desvio, na zona central, a cruzamento de Shirokov. Bola ao centro e novo golo, desta vez com um remate espetacular de Kokorin que levou a bola ao ângulo.

Em dois minutos estava tudo resolvido, uma vez que Israel raramente mostrou que era incapaz de incomodar a defesa russa. A equipa de Capello controlou o jogo a seu bel-prazer e acabou com todas as dúvidas quando Dzagoev levantou uma bola para o braço de Keinan . Shirokov ainda permitiu a defesa de Aouate, na marcação do respetivo castigo máximo, mas, na recarga, Glushakov não perdoou.

Tudo arrumado, faltava apenas deixar os minutos chegarem aos noventa. Os russos acabaram por adormecer e ainda permitiram um golo de honra aos israelitas, assinado por Zahavi, o mais inconformado dos israelitas que, a 11 de outubro, visitam Alvalade no jogo que pode confirmar o «play-off» para Portugal.