Aos dezoito minutos já Henry tinha inaugurado o marcador, com um belo remate de fora da área. Onze minutos depois Lionel Messi dilatou a vantagem. O Atlético, com Simão a titular, voltava a mostrar uma instabilidade defensiva que já tinha apresentado a meio da semana, frente ao F.C. Porto, na Liga dos Campeões. O ataque «colchonero», contudo, ainda tinha uma palavra a dizer. Aos 31 minutos Diego Forlán reduziu a diferença, com um grande remate de fora da área. O intervalo chegava com 1-2 no marcador.

O ritmo de jogo era frenético. Pelo meio-campo pouco passava. Parecia que só havia defesa e ataque. Aos 56 minutos Aguero fez o empate, com um remate cruzado. Curiosamente, na jogada anterior Samuel Etoo tinha beneficiado de uma grande ocasião para marcar. Pouco depois inverteram-se os papéis. Forlán teve tudo para marcar e atirou ao lado, de cabeça. Na resposta o Barcelona voltou à vantagem. Gudjohnsen apareceu isolado e teve calma e generosidade suficiente para oferecer a Henry o golo, o segundo da noite para o francês.

O encontro já levava cinco golos, e o vencedor parecia encontrado. Puro engano. A onze minutos do fim o Atlético conseguiu empatar de novo, de grande penalidade. Forlán foi chamado à conversão e não desperdiçou. Enquanto o uruguaio se preparava para marcar, Maniche entrou em campo.

Foi já com dois portugueses em campo que o Atlético conseguiu ter ainda força para chegar à vitória. Aguero aproveitou a passividade da defesa catalã e fez o 4-3, assumindo o estatuto de figura do jogo.

O Barcelona já leva três jornadas sem ganhar, na Liga espanhola, e tem agora apenas quatro pontos de vantagem sobre o Real Madrid. O Atlético de Madrid sobe ao quinto lugar e reentra na luta pelos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões.

O Atlético de Madrid, adversário do F.C. Porto na Liga dos Campeões, alinhou da seguinte forma: Leo Franco; Heitinga, Pablo, Ujfalusi, Antonio Lopez; Paulo Assunção, Raúl Garcia (Maniche, 78m); Maxi Rodriguez (Sinama Pongolle, 67m), Aguero, Forlán (Banega, 90m) e Simão Sabrosa.