Alan, um golo por fim e na melhor altura

O extremo esteve menos interventivo na criação de jogadas de ataque, mas compensou na finalização. Marcou aos 88 minutos o golo que valeu o triunfo, de cabeça, o que só por isso já justifica o maior destaque. Um golo, o primeiro marcado na Liga, celebrado a preceito, com um pezinho de dança. Para além disso ameaçou em mais três boas ocasiões para marcar, todas de cabeça, todas ligeiramente tortas. Por centímetros.

César Peixoto, o mais interventivo

O esquerdino do Sp. Braga foi sempre o jogador que mexeu mais na procura da baliza adversária. Começou como interior esquerdo, passou para número 10 quando Mossoró saiu e regressou à esquerda com a entrada de Luís Aguiar, mas não perdeu influência. Buscou a bola, jogou simples, ofereceu soluções e rematou por duas vezes com perigo.

Eduardo, uma defesa para o triunfo

O guarda-redes do Sp. Braga teve um jogo pouco mais do que tranquilo. O Trofense ameaçava pouco, e das vezes em que ameaçava atirava torto: por cima, ao lado, enfim. Até que aos 66 minutos, o recém-entrado David Caiado tabela com Milton do Ó e isola-se, Eduardo defende o remate com os pés e empurra a equipa para a busca da vitória.

Marco, um lugar ganho a pulso

Quando Tulipa resolveu apostar no guarda-redes suplente, quase um desconhecido, em detrimento do consagrado Paulo Lopes, a opção pareceu exagerada a muita gente. Com os jogos que passam, Marco afirma-se um guardião de qualidade. Esta noite, fez três defesas importantes e controlou todas as bolas. No golo bracarense parece traído pelo desvio da bola em Varela.

Miguel Ângelo, um patrão por exclusão

A ausência de Valdomiro obrigou o jovem do Trofense a afirma-se no centro da defesa, desafio ao qual Miguel Ângelo respondeu com uma boa exibição. Atento, concentrado, forte nas bolas altas, o jovem formado no Sporting esteve sempre no caminho da bola. Pecou apenas no lance do golo do Sp. Braga, não conseguindo afastar a bola da área.