Filho de pais portugueses, naturais da zona de Bragança, Stanislas nasceu já em França, na localidade de Mont Saint-Aignan. Fez a formação futebolística no Sedan, clube que representa actualmente. Estreou-se na equipa principal há quase um ano. Foi no dia 28 de Março de 2008. Um dia depois de ter celebrado o 20º aniversário. A partir daí passou a ser opção regular no clube, que disputa o segundo escalão do futebol francês (Ligue 2). No total já leva 18 jogos nesta competição, treze dos quais na presente época.

Já foi chamado à selecção de sub-21 de França, mas apenas para um estágio de observação, que incluía um jogo-treino com a equipa principal do Paris Saint-Germain. O objectivo, no entanto, é representar a equipa das quinas. «Se a federação portuguesa me chamar, eu vou. Sou português, quero jogar pelo meu país e vou fazer tudo por isso», disse Stanislas ao Maisfutebol.

Embora revele que aprecia as qualidades de Cristiano Ronaldo, é com dois antigos internacionais portugueses que mais se identifica. «Petit e Costinha. Sou mais parecido com eles, a jogar», disse o jovem luso-descendente, que em França é comparado também a Toulalan, jogador do Lyon. «Gosto de correr pela equipa. Não jogo para mim. Não faço a diferença sozinho. Sou um médio defensivo», resumiu.

Na conversa com o Maisfutebol, para além de ter dito que gostava do «Benfica, F.C. Porto e Boavista», Stanislas mostrou-se sempre preocupado em falar bem português. «Já não vou aí há quatro anos, e aqui não falo português», lamentou. «Fico sempre a pensar que, se quero jogar por Portugal, tenho de falar bem na nossa língua», disse ainda. Os receios eram infundados. O sotaque estava lá, claro, e uma ou outra palavra provocou maiores dificuldades, mas na verdade o jovem médio consegue expressar-se bem na língua de Camões.

A comunicação não será, por isso, problema, caso se venha mesmo a confirmar uma convocatória para a selecção de sub-21 portuguesa. O Maisfutebol apurou que o jogador está referenciado pela federação lusa e é bem provável que seja incluído numa das próximas oportunidades, até para ser observado in loco.

O bilhete de identidade português, com o número 13696579, dá-lhe o direito de sonhar.