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Os nossos 23 para um Mundial de bigodes

«O meu bigode chega e as portas abrem-se», explica, carregado de orgulho. Valdir pode mudar tudo no seu aspecto, menos o bigode. Transporta-o para todo o lado, ufano, sem querer saber do anacronismo que impregna. «Toda a gente me trata por Bigode. Continuo e continuarei fiel ao meu companheiro. Faz-me bem e enche-me de boas lembranças.»

Um país, uma selecção...vários bigodes

Para Valdir, só faz sentido andar de bigode. Olha-se ao espelho e sente-se seguro, confortável, escondido atrás daquele bando de pêlos entre a boca e o nariz. «Já nem me lembro de andar sem ele», confessa, enquanto puxa pela memória. «Olha, comecei a deixar crescer com 16 anos. Era um menininho e queria parecer homem. O bigode acabou por marcar a minha imagem no futebol e foi uma forma de ser reconhecido por todos.»

«As pessoas falam com carinho sobre o meu bigode»

Não adianta insistir. Valdir refuta, veemente, o rótulo demodé. Mesmo quando lhe dizemos que na época 1996/97, quando jogou no Benfica, já era o único apologista desta imagem tão consonante com os eighties.

O top-ten dos bigodes no futebol mundial

«Sinto-me muito bem assim. E sei que as pessoas me tratam com muito carinho, sempre que falam dele. Até hoje. No Benfica não havia nenhum jogador de bigode, mas recordo que alguns elementos da direcção tinham. E nas ruas sempre vi muitos portugueses de bigode grande.»

Os cuidados diários com o bigode são básicos. «Não custa nada.» Basta «aparar de vez em quando» e «acertar o tamanho com cuidado». Simples. E assim se mantém um belo bigode. À atenção dos jogadores da Selecção Nacional.

Valdir de Moraes Filho, 37 anos, é um dos grandes símbolos dos melhores anos do Vasco da Gama no início da década de 90. Jogou ainda no São Paulo, Benfica, Atlético Mineiro, Botafogo, Santos e Al-Nasr (Emiratos Árabes Unidos).

[Na próxima semana o Maisfutebol irá publicar uma extensa entrevista com Valdir, repleta de recordações dos meses passados na Luz.]