A primeira jornada ofereceu um jogo grande nas Antas com problemas disciplinares insignificantes e um árbitro que agarrou com as duas mãos a oportunidade de poder desfrutar de um «clássico tranquilo»; em Braga, outro significativo derby, onde em minha opinião a violência esteve presente. Artur Jorge e Luís Filipe, tiveram duas acções assustadoramente perigosas e onde o cartão vermelho directo é indiscutível. Que me perdoe Lucílio Baptista, que me perdoem os árbitros, eu não criticarei nunca situações dúbias de carácter técnico, e estou inclusive preparado para viver situações onde erros técnicos por dificuldade de análise podem ter papel crucial, mas obrigatoriamente todos temos que defender o «jogo que amamos». Violência não!

Sistemas

Como prometi estou a «comer futebol». No primeiro fim-de-semana de campeonato «só» vi cinco jogos: Beira Mar-Boavista, Porto-Benfica, Braga-Vitória de Guimarães, Sporting-Farense, Setúbal-Imortal. Dez equipas e todas elas a jogar com a clássica linha defensiva de 4. A amostra creio que é significativa, a conclusão não é critica, somente a constatação de opções tradicionais, onde o risco da inovação não existe, mas onde as opções ultradefensivas de há anos também desapareceram.

Quem joga com uma linha defensiva de três?

Ninguém joga com cinco!

Se inovar é óptimo, fugir do doentio também é um sinal de evolução. Ok!

Gamper querido

Na terça-feira houve Gamper em Barcelona, torneio histórico que tive a felicidade de ganhar quatro anos consecutivos, o último dos quais sendo treinador principal em jogo contra o Sporting que vencemos por 3-1. Foi um Gamper de despedida em que desci ao relvado antes do jogo para receber uma placa de agradecimento das mãos do novo presidente Joan Gaspart e onde senti o público culé. Estou orgulhoso e desejo a todos os profissionais que possam sair dos seus clubes como eu o estou a fazer... Gracias barça!, ser grande é difícil, mas saber sê-lo é muito.