O Vitória de Guimarães apresentou um lucro de 300 mil euros e um passivo de 8,9 milhões em 2017/18, segundo mostra o respetivo relatório e contas, que exclui a atividade do futebol profissional e de formação acima dos 11 anos.

O documento publico no site oficial dos minhotos, na passada sexta-feira, revela que o clube atingiu um saldo positivo de 1,3 milhões entre rendimentos e gastos, depois reduzido com encargos como juros e impostos. O relatório e contas vai ser votado em assembleia geral de 13 de outubro.

As receitas diminuíram face à época passada - 5,3 milhões em 2016/17 -, variação que o relatório e contas justifica com a redução do lucro da SAD que gere o futebol profissional, dos 2,8 milhões para os 810.000 euros, de 2016/17 para 2017/18 - o clube detém 40% do capital social e a receita caiu dos 906.000 para os 326.000 euros.

Ainda e relação aos rendimentos, as vendas subiram dos 3,6 milhões para os 4 milhões de euros, em parte devido ao aumento de 220 mil euros nas receitas com a quotização e angariação de novos sócios.

Por sua vez, os gastos subiram dos 3,4 para os 3,7 milhões de euros, devido à maior parcela de quotização entregue pelo clube à SAD, à subida de 15% do investimento nas modalidades, para um valor superior a 800.000 euros e à subida de gastos com pessoal, nomeadamente com o «descongelamento das carreiras dos funcionários».

Por último, o passivo do clube caiu dos 9,9 milhões para os 8,9 milhões de euros ao longo da época passada, graças à redução de 500.000 euros na rubrica Financiamentos Obtidos, que respeita à dívida bancária, e de uma outra tanta quantia nos pagamentos ao Estado.

No relatório e contas, o Vitória de Guimarães refere que o passivo já não é uma «preocupação», por ter sido reduzido para «valores controláveis» - atingiu um máximo de 24 milhões, em 2011/12 - e por ter garantidas «receitas recorrentes».

De 2016/17 para 2017/18, o ativo - total de bens e direitos do clube - caiu dos 35,8 para os 34,9 milhões de euros, enquanto o capital próprio aumentou 170.000 euros, para os 26 milhões.

O Conselho Fiscal emitiu um parecer favorável por unanimidade ao relatório e contas, considerando que os resultados apresentados permitem, no futuro, «uma superiora aposta no ADN desportivo do clube, consubstanciado em mais e melhores modalidades».