«Hoje não penso igual ao seleccionador. Não podemos continuar a trabalhar juntos», disse Riquelme em entrevista ao canal 13. É a segunda vez que Riquelme renuncia à selecção ¿ já o tinha feito depois do Mundial 2006 -, mas agora pode ser de vez.

Riquelme ainda não foi convocado por Maradona e o discurso de «El Pibe» sobre o criativo do Boca Juniors mudou. Maradona começou por dizer que Riquelme era muito importante, mas nos últimos dias fez críticas ao ritmo e à forma física do jogador, deixando também a ideia de que gostaria de vê-lo em zonas mais adiantadas no terreno.

Na terça-feira, a imprensa argentina dava conta de que Maradona tinha telefonado várias vezes a Riquelme, para saber a sua disponibilidade para integrar a selecção, mas não tinha obtido resposta. El Pibe viria a confirmar essa informação.

À noite, Riquelme fez o anúncio do adeus à albiceleste. «Estão a passar-se coisas estranhas na selecção», afirma, lamentando que tenha sabido «pela rádio» que não estava convocado para o último encontro, com a França, e «pela televisão» que o seu rendimento é baixo.

Na Argentina, a decisão é também interpretada na imprensa com a ideia de que não há espaço na selecção para dois jogadores com o estatuto de 10, Riquelme e Messi.