O diário argentino Olé viu Alberto abrir-lhe as portas do estádio para uma reportagem de apresentação da nova dupla do Fénix. Para o papá babado, jogar ao lado do filho foi um «momento inesquecível, de muita alegria.O jogo estava muito forte, lutávamos para empatar, mas quando me dei conta que havia uma substituição e era ele [Mickael] a entrar¿ fiquei muito emocionado, cumpriu-se o meu sonho de pai», confidenciou o antigo goleador leonino.

Acosta não esconde o orgulho que sentiu ao dividir o ataque com o filho. «É algo sensacional, creio que era só o que me faltava na carreira. Jogar com o meu filho! É algo histórico na Argentina, mas agora ninguém me vai tirar esse gosto, essa moral que vou ter em casa sempre que olhar para a foto dos dois em campo.»

O benjamin da família partilhava do sonho de Betogol, mas avisa «o velho» que, se for preciso, lhe tira o lugar no onze. «Foi muito lindo, cumpri o meu sonho. Sinceramente nunca esperei concretizá-lo! Sempre que o via [a Acosta] pela televisão sonhava em jogar com ele, nem que fosse no bairro. Afinal, joguei com ele numa partida oficial!», contou o avançado mais novo à imprensa argentina.

«Ter o Beto Acosta ao lado, ainda mais no clube, é muito bom. Há que saber aproveitá-lo, tenho muito para aprender com ele», assume Mickael. Mas destronar o pai da titularidade também passa pela cabeça do rapaz. «Ah, sim, tento jogar com ele, mas se tenho que disputar o lugar vou fazer tudo para ganhar. Vou tirar o velho de campo», garante o mais novo dos Acosta.

Quem sabe se Mickael Acosta não atravessa o Atlântico daqui a uns tempos, para perseguir o sucesso que o seu pai alcançou.