«A utilização de protease para manipulação e viciação de amostras está há muito tempo descrita. O que acontece é que tem sido difícil detectar-se essa substância. Não é uma substância nova e é uma maneira muito ardilosa de viciar uma amostra¿, explicou Luís Horta, director do Laboratório de Análises de Dopagem.

O ciclista defende a sua inocência. «Estou inocente. Não cometi qualquer acto ilícito, sempre agi de boa-fé, nunca de má-fé, tenho pena que as pessoas não façam o mesmo comigo. É inadmissível. As pessoas vão ter de se responsabilizar na íntegra por aquilo que me estão a fazer», reage Cabreira, também em declarações à Lusa.

João Cabreira afirma desconhecer a substância em questão. «Desconheço esse pó. Nunca ouvi falar, nem nunca o vi na minha vida. Como seria possível alguém meter um pó com o médico do CNAD e toda a gente à nossa volta, durante o controlo. É inadmissível, mirabolante. Irei para onde tiver que ir até às últimas consequências para provar a minha inocência e defender o meu bom nome», conclui o atleta.