«Mourinho tornou-se uma pessoa pela qual eu era capaz de morrer. Ele trabalha o dobro dos outros. Vive e respira futebol 24 horas por dia, sete dias por semana. Nunca conheci um treinador que soubesse tanto sobre os adversários. Estava lá tudo, até o tamanho das botas do terceiro guarda-redes», conta o jogador do PSG no livro «I Am Zlatan Ibrahimovic».

O sueco destaca a boa relação que José Mourinho estabelece com os seus pupilos: «Ele cria laços pessoais com os jogadores, com os SMS que envia. Ele não gritava, mas motivava-nos antes dos jogos.»

O avançado relembrou também os anos passados no Barcelona. Para Ibrahimovic, «estar no Barça foi como regressar à escola. Ninguém age como estrelas e isso é estranho. Messi, Xavi, todos, são como meninos de escola. Os melhores futebolistas do mundo de cabeça baixa. Era ridículo.»

Na sua autobiografia, revelada em parte pelo «Daily Mail», o jogador recordou um incidente com Pep Guardiola, após a derrota para a Liga dos Campeões diante do Inter de Milão de José Mourinho: «Gritei com ele, perdi a cabeça e seria de esperar que Guardiola respondesse, mas ele é um cobarde.»

Em jeito de comparação entre os dois treinadores, Ibrahimovic considera que «Mourinho ilumina uma sala e Guardiola fecha as cortinas». «Acho que Guardiola tentava chegar ao nível de Mourinho», acrescenta.

O antigo jogador do Barcelona culpa Guardiola por não ter conseguido justificar os quase 70 milhões que o clube catalão pagou por ele. De acordo com Ibrahimovic, Guardiola não aproveitava as suas capacidades: «Sacrificou-me. Um dos meus amigos chegou a dizer-me que ele tinha o Ferrari e usava-o como se fosse um Fiat. E era um pouco assim. Ele tornou-me num pior jogador, num jogador vulgar.»