Clubes esses que esta terça-feira, pelas 14.30 horas, se vão encontrar numa reunião à margem da Liga precisamente no edifício da Liga. Uma reunião que tem pelo menos, e para já, quatro baixas confirmadas: o F.C. Porto, Boavista, o Penafiel e o Nacional já anunciaram que não vão estar presentes. Amanhã saber-se-á quantos mais clubes não responderão ao convite do Grupo do Manifesto. «Vêm agora falar da autonomia da arbitragem, da alteração do plano fiscal, da adaptação do plano oficial de contabilidade, isso são aspectos dos quais eu já falo há dez anos e nos quais há trabalho feito», referiu.

O major pediu de seguida ao secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, que estava ao seu lado, que marcasse uma reunião com a Liga e a Federação para traçar um plano de acção para resolver os problemas gerais do futebol. Laurentino Dias ouviu e respondeu. «O Governo tem a prudência de ser ele a determinar os momentos de intervenção», referiu. «Podemos e devemos discutir as questões do futebol profissional, mas no seu timming certo, que está contemplado no programa de Governo e que aponta para o final do ano quando forem discutidas as questões do desporto profissional».

Feito isto, o governante aproveitou para pedir alguma ponderação aos dirigentes desportivos. «Quem deve ser protagonista é quem realmente faz o espectáculo, os jogadores e os treinadores», referiu. «O futebol português, fora das fronteiras nacionais, em Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, é visto com um bom futebol, um futebol capaz de produzir talentos como o Figo, o Rui Costa, o Ronaldo, e bons treinadores, treinadores como Mourinho, Carlos Queirós ou Manuel José. Só dentro das fronteiras é que o futebol é visto como um mundo de polémica e suspeição. Depois de quatro finais europeias consecutivas, temos de valorizar os êxitos dos verdadeiros protagonistas e não andar a esconder esses sucessos com polémicas todos os dias».