O selecionador nacional apontou que a equipa não conseguiu cumprir o plano que idealizou para o jogo: «Traçámos uma estratégia, essencialmente para a primeira parte, e, em alguns momentos, podíamos ter tirado mais partido dela. Tirar mais partido do jogador da frente, do nosso ponta-de-lança, jogar com o bloco mais baixo, tentar influenciar a primeira fase de construção do Brasil, mas jogando com linhas mais baixas para explorar a velocidade dos três jogadores da frente, não abdicando de tentar, em organização ofensiva, chegar à área do adversário. Nas vezes que o conseguimos fazer, com qualidade e agressividade, criámos as situações de finalização de que falei. A verdade é que não o fizemos tantas vezes como podíamos, e devíamos nos primeiros 45 minutos. Acima de tudo, coletivamente, não estivemos tão bem como costumamos estar.»

O treinador português tenta extrair algo positivo do desaire frente aos brasileiros. Paulo Bento espera que o jogo tenha servido de lição: «Na segunda parte, com o 3-1, acabou o jogo, que se tornou insípido. O Brasil conseguiu controlar o jogo sobre o ponto de vista defensivo também. O que fica é uma vitória justa do Brasil que, talvez pelas oportunidades da primeira parte, se fosse pela diferença mínima também se ajustaria. O que fica é que, seja contra quem for, não jogando com níveis de agressividade elevados torna-se complicado ganhar, ainda mais a uma equipa com a qualidade do Brasil. Agora não sabemos, só o saberemos em outubro, se isto não foi a melhor coisa que nos aconteceu. Vínhamos de um período desde fevereiro, desde o jogo com o Equador, em que não tínhamos perdido, realizando alguns bons jogos, quer de caráter oficial quer de caráter particular, e hoje não fomos tão bons quanto costumamos ser. Agora, esperemos, e isso é a resposta que temos de dar em outubro no jogo contra Israel, é que isso não nos contagie. Mas isso teremos tempo de abordar depois.»

Nélson Oliveira foi titular, mas não conseguiu fazer o gosto ao pé: «Não me quero alongar muito sobre o plano individual. Menos ainda quando estamos a falar de um jogo que, coletivamente, não foi muito conseguido. Penso que tentou cumprir com aquilo que lhe foi pedido, num contexto difícil, sendo um jogador ainda jovem, com uma margem de progressão elevada, que está agora a jogar no seu clube de forma mais assídua.»