A jogada é algo confusa. Tenório, o autor do golo, posicionava-se na área para receber um centro da direita. Mas a bola vai de encontro à defesa do Cruzeiro. O problema é que dois defesas não foram suficientes para afastar a bola, que foi de um para o outro até ir parar aos pés de Tenório, que marca. O árbitro invalida assinalando fora-de-jogo.

Aristeu Tavares tirou as dúvidas com a FIFA e considera que o golo deveria ter sido validado, porque a bola vem de dois jogadores da equipa rival e, por isso, não se pode concluir que o avançado tirou partido da posição irregular.

O árbitro, Arnaldo Cezar Coelho, discorda. «Na página 92 do livro das Regras do Jogo 2012/13 há um desenho que mostra que, se a bola chutada por um atacante, no caso o Dedé, rebate em um adversário e vai para um avançado em fora-de-jogo, ele é punido por tocar na bola e levar vantagem da posição anterior», afirmou.

Mas na argumentação da FIFA, essa situação só seria válida se a bola apenas tivesse tocado num jogador do Cruzeiro. «Não é um ressalto, há dois toques», explica.

O lance aconteceu no início da segunda parte com o jogo já em 1-1, resultado que perduraria até ao final.

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