Sem Luis Suarez (tanta falta fez o craque do Liverpool…), mas com Cavani e Forlan, o Uruguai fez um jogo falhado em todos os aspetos: fraco taticamente, sem rasgo, sem domínio, mesmo quando estava a ganhar.

Atrevida, sonhadora, a Costa Rica começou devagarinho, mas foi-se mostrando cada vez mais afoita, e sempre com uma referência ofensiva, Joel Campbell, o homem do jogo, avançado rápido, móvel, imprevisível, capaz de tentar o remate dos locais mais improváveis.

O Uruguai chegou ao intervalo a vencer por 1-0 sem ter feito muito por isso. A Costa Rica dava sinais de acreditar em mais. E apareceu, então, a tal segunda parte fantástica dos costa-riquenhos. Muito fortes do ponto de vista ofensivo, fizeram o empate, 1-1, por Campbell. Logo a seguir, o 1-2, por Duarte, que ameaçara minutos antes...

Cheirava a escândalo e o mais incrível era que o Uruguai não dava mostras de retaliar. Apáticos, quase em estado de choque, os uruguaios davam sinais de sofrer do mesmo male que afetou a Espanha, na segunda parte com a Holanda. 

A Costa Rica mandava, soube gerir o histórico avanço e até conseguiu fazer o 1-3, pelo recém-entrado Ureña. Há dias em que corre mesmo tudo bem.

E assim ficou o grupo D: a Costa Rica, o tal «patinho feito», arrancou a vencer. E agora?