O surpreendente triunfo da Jordânia sobre a Coreia do Sul, na terça-feira, a contar para as meias-finais da Taça Asiática, não demoveu a postura do capitão Son Heung-min. No rescaldo à partida, o astro sul-coreano começou por felicitar a «campanha incrível» dos adversários, que «merecem estar na final, porque lutaram até ao fim».

Ainda assim, e porque o sonho de vencer a Taça Asiática, 64 anos depois, voltou a cair por terra, Son admitiu-se «desapontado» com o desfecho da eliminatória.

«Perdemos pelos nossos erros, tivemos oportunidades para marcar e, antes do intervalo, desperdiçamos o golo. Temos uma equipa ainda muito jovem, com falta de experiência. Devemos aprender com os erros e olhar em frente. Não há tempo para arrependimentos. Tentarei melhorar e também ajudar a nossa seleção a dar o próximo passo», sublinhou.

Questionado sobre a prestação individual na prova, o avançado do Tottenham sublinhou a dificuldade do torneio, mas sai de consciência tranquila.

«Dei o meu máximo, para ser honesto. Foram jogos muito difíceis e o futebol asiático vai continuar a crescer. Agora, tenho de voltar ao clube e estar preparado para o que resta da época», rematou.

Son assinou três golos na Taça Asiática, dois dos quais de penálti. A caminhada da Coreia do Sul na competição foi de sustos vários, com dois empates na fase de grupos e eliminatórias resolvidas no prolongamento e nos penáltis. 

Pelo Tottenham, o capitão dos «spurs» leva 12 golos e cinco assistências na Premier League, pelo que será um «reforço» para os londrinos, quintos classificados e à espreita da vaga para a Liga dos Campeões.

Quanto à Taça Asiática, Irão ou Qatar fará companhia à Jordânia na final de sábado.