Hélder Barbosa, maturação encorpada

Serviu em bandeja resplandecente Reguila para o primeiro golo e sentenciou a partida com um bom remate na área do Benfica. Hélder Barbosa efectuou um jogo deslumbrante do princípio ao fim. Conseguiu segurar a bola em situações inimagináveis, driblou adversários atrás de adversários, soube ser altruísta e individualista em doses moderadas. Tudo lhe saiu bem neste primeiro jogo de 2009. O F.C. Porto tem de estar atento a este esquerdino que matura o seu jogo na Trofa.

Reguila, para mais tarde recordar

Até ao jogo desta noite fizera somente 173 minutos na Liga. A inaptidão de Lipatin e Edu Souza lançaram-no para o palco principal e o avançado de 30 anos não poderia ter feito mais do que fez. Um golo pleno de crença e uma entrega extenuante durante todo o jogo. Reguila acompanhou o Trofense da III divisão até ao principal escalão nacional. Ninguém mais do que ele merecia ter sido o herói desta fria noite de Inverno. A 12 minutos do fim isolou Hélder Barbosa mas o esquerdino falhou o 2-0.

Hugo Leal, senhor do passe

Mestre do passe, geómetra por vocação e convicção. Não precisa correr muito para ser influente na organização de jogo do Trofense. A bola fica mais redonda quando é acariciada nos seus pés. Um dos melhores em campo.

Paulo Lopes, alicerce de três pontos

O triunfo do Trofense começou a ser desenhado bem cedo nas mãos de Paulo Lopes. Aos três minutos defendeu com aparato um cabeceamento de David Suazo e aos 18 evitou o golo de Pablo Aimar, que seguia isoladíssimo. Não lhe descortinámos um único erro ao longo dos 90 minutos. Está um senhor guarda-redes.

Jorge Ribeiro e Aimar, os menos maus

Difícil, muito difícil escolher alguém com nota positiva no Benfica. A nossa opção recai em Jorge Ribeiro e Aimar. O primeiro por ter sido o mais acertado no sector defensivo e por ter apoiado com qualidade razoável o seu ataque. O argentino por ter feito mostrado em três ou quatro momentos aquilo que pode e deve saber de forma mais consistente e frequente. Aos 18 minutos até poderia ter inaugurado o marcador mas, completamente isolado, rematou para defesa de Paulo Lopes.

Binya, estava mesmo a ver-se

Nem os mais distraídos se devem ter surpreendido com a sua expulsão. Viu um amarelo na primeira parte, continuou a abusar do jogo faltoso e acabou por abandonar o terreno de jogo quando muito ainda havia para jogar. Só Quique Flores parece não ter percebido o filme do jogo de Binya.

Di Maria, decepcionante

Quique Flores encheu-o de mimos na conferência de imprensa antes do jogo. Esta noite, porém, o argentino foi justamente substituído ao intervalo. Decepcionante, não fez nada que mereça constar no nosso bloco de notas.