Espera-se que sim.

 

Foi apenas mais uma noite dura e cruel do futebol português: uma noite desumana, exatamente pela falta de calor. Sobretudo humano. Um daqueles jogos num estádio quase vazio e que se arrastam devagar. Sem ponta de espetáculo, claro.

 

Ora por isso só o Boavista leva razões para recordar esta sexta-feira fria de dezembro.

 

A formação do Bessa apresentou-se no Bonfim para arrancar um pontinho do fundo da alma e acabou por regressar ao Porto com três: a primeira vitória fora de casa neste campeonato.

Confira a ficha do jogo e as notas dos jogadores

 

O que também é um sinal de como está este V. Setúbal: pelas ruas da amargura.

 

Perante um rival que entrou em campo cheio de defesas, espalhados por várias posições, um rival que defendeu bem, é verdade, ma só defendeu, o V. Setúbal desperdiçou toda a primeira parte.

 

Foi uma equipa lenta, sem chama e sem capacidade de criar desequilíbrios. Mudou um pouco na segunda parte, é certo, sobretudo pelas entradas de Zequinha e André Horta que agitaram o jogo.

Zé Manuel, o destaque de um jogo demasiado mau

 

Dois minutos depois de ter entrado, aliás, Zequinha atirou ao poste. Pouco depois, o mesmo Zequinha, aproveitou um excelente cruzamento de Pelkas e cabeceou a rasar a trave.

 

Por esta altura o Vitória continuava a jogar mal, mas tinha vontade, pelo menos. Corria, esforçava-se, tentava meter velocidade no jogo. Atrapalhava-se imenso, corria mais do que devia, mas ninguém pode dizer que não se esforçava.

Quase no fim Miguel Pedro ainda sofreu um toque na área: era pénalti, que o árbitro transformou em mão na bola para mostrar o segundo amarelo e consequente vermelho ao jogador sadino.

 

Mal Manuel Mota, também ele.

Mas esta era uma noite cruel para todos menos para o Boavista, como já disse: por isso numa saída rara para o ataque, Leozinho isolou Zé Manuel que marcou na cara de Ricardo Batista.

 

E enfim, a noite tornou-se memorável para alguém.