Bach, que considera que Mandela foi "um grande amigo do desporto e um herói da humanidade", defendeu que todos os representantes do Movimento Olímpico "devem sentir-se inspirados pelo exemplo" que deu o ex-presidente sul-africano e “orgulhosos pelo importante papel” que o desporto desempenhou na sua vida e na reconstrução da África do Sul.

“O senhor Mandela sempre respeitou o desporto pela sua capacidade para derrubar muros e construir pontes e o mundo do desporto beneficiou do seu envolvimento nele”, acrescentou Bach, citado em comunicado na página do COI.

O presidente da instituição olímpica dispôs-se a manter vivo o legado de Mandela, continuando o seu trabalho atrás do desporto e dos valores olímpicos, “pelo bem da humanidade”.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na quinta-feira à noite pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, motivando de imediato reações de pesar a nível mundial.

“A nossa nação perdeu o maior dos seus filhos”, disse Jacob Zuma, anunciando que a bandeira sul-africana vai estar a meia haste a partir de hoje e até ao funeral de Estado, marcado para 15 de dezembro.

O Comité Nobel norueguês considerou hoje Nelson Mandela, que esteve preso quase trinta anos pela sua luta contra o regime “apartheid” da África do Sul, "um dos maiores nomes da longa história dos prémios Nobel da Paz".

Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.