Figura: Bracali

Ao 13.º jogo, o guarda-redes brasileiro apresentou a sua melhor versão. Foi, sem dúvida, o melhor jogo que Bracali fez com a camisola axadrezada. Sofreu dois golos é verdade, mas impediu no mínimo outros quatro. Começou a abrir o livre quando impediu Paulinho de inaugurar o marcador (4’) e voltou a fazer uma mancha impecável perante Wilson Eduardo (21’). Na segunda parte, o ex-Arouca defendeu tudo o que foi possível: levou Wilson ao desespero (51’), impediu os festejos de João Novais (59’) e deixou Paulinho com vontade de arrancar cabelos (68’). Uma exibição de nota 5.

Momento: 49’ Bueno estanca «chuva de golos»

Depois de cinco golos (!) na primeira parte, houve apenas um na etapa complementar. Contudo, como quantidade não é garantia de qualidade, o golo de Bueno foi o melhor de todo o jogo. O pontapé livre resulta de uma falta de Bruno Viana sobre Yusupha. O local da falta nem estava ao jeito de um destro, por isso, previa-se que fosse difícil resultar em golo. Mas Bueno é craque: enganou Tiago Sá e colocou-lhe a bola do seu lado. Mágico.

Outros destaques:

Palhinha: os minutos de jogo tornaram-no num médio interessante e o mérito é de Abel. Assumiu o jogo, entregou com qualidade e revelou-se importante a furar a linha defensiva axadrezada em condução. Porém, podia e devia ter soltado mais cedo em alguns momentos. Com alguma sorte, o médio dos quadros do Sporting abriu caminho à «chuva de golos» do primeiro tempo, igualando a melhor marca da carreira (dois golos).

Wilson: começou como avançado e acabou para extremo. Nada de novo para o jogador mais versátil dos bracarenses. Notável como o internacional angolano mantém o rendimento constante. Wilson ofereceu várias soluções à equipa, especialmente no ataque à profundidade. É bastante mais rápido que Neris e Gonçalo Cardoso e jogou com isso. Nem sempre deu a melhor sequência a todos os lances, porventura não tem pulmão para tudo. Destaque para o 15.º golo da temporada, marcado de grande penalidade quando cerca de 19 mil espetadores – segundo dados oficiais – estavam a assobiar. Frieza.

Yusupha: travou uma luta desigual com Bruno Viana e Pablo, mas nem por isso saiu a perder. O avançado da Zâmbia esteve em três golos do Boavista e, portanto, merece inteiramente o destaque: marcou o 2-2, iniciou a jogada que resultou no golo da reviravolta e conquistou o livre que originou o livre certeiro de Bueno. Encheu o campo.