Domingos Paciência repetiu exactamente o mesmo onze que venceu os dinamarqueses do Nordsjiland, com Yannick Djaló, Izmailov e Capel no apoio directo a Postiga. Pedro Martins, por seu lado, deixou Baba no banco para apostar num ataque mais versátil com Sami, Danilo Dias e Heldon a oferecem uma frente de ataque alargada, talhada para o contra-ataque.

Os leões assumiram desde logo o comando do jogo, mas também foi cedo que encontraram dificuldades para encontrar espaços diante de um Marítimo bem distribuído no terreno, a fechar todos os caminhos para a baliza de Peçanha. Apesar de um arranque pouco seguro na Liga, com dois empates, o Sporting contou com um apoio intenso nas bancadas, com os adeptos a puxar pela equipa, mesmo nos momentos mais difíceis. A equipa de Domingos tinha o domínio do jogo, mas sentia muitas dificuldades para encontrar espaços para visar a baliza de Peçanha.

O Marítimo, por seu lado, começou desconfiado, retraído, a jogar pelo seguro, mas depois das primeiras investidas dos leões, arriscou um pouco mai, e foi o primeiro a cheirar o golo, numa bomba de Olberdam que levou Patrício a voar para uma espectacular defesa, sacando a bola do angulo para desespero do número 13 do Marítimo. Seguiu-se uma série de pontapés de canto a revelar todas as fragilidades defensivas dos leões, valendo um super-Patrício que foi mantendo as suas redes invioladas.

Pelo meio, o caso do jogo. Na sequência de um livre de Schaars, Peçanha defendeu para a frente e Evaldo apareceu a encostar. As bancadas festejaram o golo, mas Pedro Proença detectou um fora-de-jogo e anulou o lance. Postiga está de facto em posição irregular, mas Evaldo parece estar em linha. Os leões voltaram à carga e acabaram por chegar ao golo com um pontapé rasteiro de Izmailov à entrada da área. Alvalade abrandou os assobios a Pedro Proença, mas o Marítimo voltou a estar muito perto do golo, antes do intervalo, mais uma vez num lance de bola parada, com Roberto Souza a colocar a bola junto ao segundo poste onde surgiu Olberdam a cabecear para mais uma grande defesa de Patrício.

O Sporting chegava ao intervalo com uma vantagem muito ténue, acima de tudo pelas muitas fragilidades que demonstrou nos lances de bola parada. Aliás, não foi preciso esperar muito para que essas lacunas resultassem no empate. No primeiro lance de bola parada da segunda parte, o Marítimo empatou, na sequência de um canto, com Rafael Miranda, de cabeça, a colocar a bola por cima de Patrício. Os leões perderam o norte e, quatro minutos volvidos, novo golo, com a defesa aos papéis e Sami a encontrar uma abertura para atirar a contar. Alvalade gelou e Domingos reagiu com as entradas de Jeffrén e Bojinov para os lugares de Yannick e Capel. Alterações que demoraram a produzir efeito, uma vez que o Marítimo voltou a ameaçar com um terceiro golo.

O Sporting acabou por voltar à carga e Domingos alimentou o ataque, trocando o perdulário Postiga pelo holandês Wolfswinkel, mas pela frente voltou a deparara-se com um Marítimo impecavelmente arrumadinho em campo, a anular todas as investidas dos leões. Por ironia, foi de bola parada que o Sporting chegou ao empate, com Jeffrén, na marcação de um livre, a ser feliz com um desvio na barreira. Um golo com custos elevados, uma vez que o espanhol lesionou-se e Sporting ficou reduzido a dez.

Ainda havia mais de quinze minutos de jogo e mais lances de bola parada. Já em tempo de descontos, no oitavo pontapé de canto, o Marítimo chegou à vitória com uma cabeçada de Baba. Inacreditável...