DESTINO: 80's é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINO: 80's.

CHIQUINHO CONDE: Belenenses (1987 a 1991 e 1995/96), Sp. Braga (1991/92), V. Setúbal (1992 a 1994; 1996 a 2000); Sporting (1994 a 1995), Alverca (2000/01), entre outros






Maisfutebol«O Belenenses não foi o primeiro clube que me quis levar. Um ano antes já o Benfica tinha tentado. O Governo não autorizou. Depois o presidente morreu, as coisas mudaram um pouco e deixaram-me ir»

«De certa forma, a morte de Samora Machel acabou por mudar a minha carreira», «a equipa das linhas aéreas

«O jogo correu muito bem e a direção quis logo contratar-me»

«Não fiquei frustrado. Sabia das minhas capacidades e, mais tarde ou mais cedo, iria aparecer outra oportunidade. E depois havia outra coisa: o meu clube do coração era o Sporting»

«Cresci no tempo em que o Sporting ganhava muito. Ouvia os relatos dos jogos e o meu ídolo era o Yazalde. Vem daí a minha costela sportinguista. Já na altura dizia que um dia iria jogar no Sporting. Felizmente consegui realizar esse sonho.»

Dois golos na estreia e…substituição ao intervalo



«No jogo de apresentação, contra o Internacional de Porto Alegre, estávamos a ganhar 2-0 ao intervalo e marquei os dois golos. O treinador [Henry Depireux] decidiu substituir-me. Nunca percebi»

«A adaptação não foi fácil a Portugal. O impacto inicial foi negativo. Acho que é normal, mas tive muita gente que me ajudou. Sobretudo o senhor Vicente [Lucas]»

OS NÚMEROS DA CARREIRA DE CHIQUINHO CONDE EM PORTUGAL:


















O Belenenses na final da Taça de 1989 (Foto: Belenenses Ilustrado)

«maior conquista da carreira».«Vencemos a Taça de Portugal ao Benfica. Eliminámos o Sporting, depois eliminámos o FC Porto e na final ganhámos ao Benfica. Foi fantástico. Foi um jogo marcante na carreira»





«Amor à primeira vista» em Setúbal



«Não me adaptei ao norte. Chovia muito (risos). Treinávamos em campo pelado e alguns colegas com pitons de alumínio. Não percebia aquilo (mais risos). Comecei a achar que a minha carreira ia acabar ali»

«Foi amor à primeira vista»«Fazia-me recordar Moçambique. Era uma cidade plana e até do clube eu gostava. Verde e branco como o Sporting»

«Era o meu clube talismã e fica na minha história. O Belenenses acolheu-me muito bem, mas em Setúbal vivi sete anos fantásticos e deu-me a possibilidade de chegar ao ponto alto da minha carreira e cumprir o que já dizia em Moçambique: jogar no Sporting»

Seleção atirava-o para a bancada no Sporting

«Figo, Balakov, Iordanov, Juskowiak. Veja lá que ainda digo estes nomes todos de uma vez»

«A nível diretivo o clube atravessava um momento conturbado. O Sousa Sintra estava de saída, ia entrar o Santana Lopes. Assinei por três anos mas só fiquei um e meio. Fui envolvido numa polémica após a saída do Carlos Queiroz. O Sporting quis contratar o Mauro Soares ao Belenenses e voltei para lá»

«E ganhámos uma Taça. Foi mais um troféu para mim. Fiquei com pena por não termos ganho o campeonato. Não conseguimos combater a hegemonia do FC Porto. Aquela equipa merecia»

«Quando ia jogar pela seleção o campeonato continuava por cá. Quando voltava ou ia para o banco ou para a bancada» «Prejudiquei-me em muitos momentos, mas pelo meu país tinha de ser»