A equipa de Rui Vitória soma agora nove pontos, mais dois do que a equipa da capital espanhola e cinco do que a formação turca, numa altura em que há seis pontos em disputa. Quer isto dizer que, no pior dos cenários (leia-se o Galatasaray ganhar os dois jogos que lhe restam e o Atlético vencer o Benfica na Luz),  os encarnados estão uma vitória de carimbar a presença nos oitavos de final da prova.

Mas nove pontos devem chegar? O histórico da Liga dos Campeões desde 1999/00 (ano em que o modelo de funcionamento da fase de grupos passou a ser igual ao atual) sugere que costuma ser suficiente.

Desde essa temporada, 39 equipas concluíram a fase de grupos com nove pontos. Dessas, 25 seguiram em frente na prova, enquanto 14 ficaram pelo caminho, o que dá uma taxa de sucesso de 64 por cento.

Ora, se depois do triunfo caseiro sobre o Galatasaray o Benfica está a uma vitória (ou dois empates) de garantir matematicamente a presença nos oitavos de final da «Liga milionária», houve uma época em que selou o apuramento com oito pontos: aconteceu em 2005/06, ano em que os  encarnados, então orientados pelo holandês Ronald Koeman, só foram travados pelo poderoso Barcelona, que viria a levantar a taça.

Com menos se ganha e com mais se perde. É que em 2013/14 nem com dez o Benfica lá chegou, marca que pode também não ser suficiente desta vez caso o Galatasaray vença as duas partidas que lhe restam e o Atlético triunfe na Luz na última jornada (e, lá está, as águias empatem no Cazaquistão).

No entanto, diz o histórico da Liga dos Campeões (desde 1999/00) que, entre 51 equipas que chegaram ao fim da fase de grupos com dez pontos, 45 (88 por cento) tiveram razões para festejar. Apenas seis (os restantes 12 por cento) foram afastadas da competição. O Benfica foi o último participante eliminado com dez pontos.

Refira-se que esta quarta-feira, em caso de triunfo sobre Maccabi Telavive, o FC Porto chega aos dez pontos na Liga dos Campeões e a um passo dos «oitavos» da Liga dos Campeões.