Figura: Rodrigo Pinho

O melhor em campo, de longe. No meio do caos e da intranquilidade, o avançado colocou a ordem. Respeitou os movimentos dos colegas, segurou bem a bola e espreitou o golo em duas ocasiões (19’ e 24’). À terceira não perdoou e marcou com categoria: com a ponta da bota fez um chapéu a Helton Leite – que só tem 1,96 cm. Terceiro golo da temporada para Pinho.

Momento da VARdade:

Último minuto da partida. O Boavista dispõe de um livre lateral. Rafael Costa toca ao lado para o pontapé forte de Mateus que só para no fundo da baliza do Marítimo. Explosão nas bancadas e no banco de suplentes axadrezado. No entanto, Luís Godinho foi alertado acerca de uma eventual posição irregular de Talocha. O árbitro do encontro consultou o assistente, escutou o VAR (Nuno Almeida), decidiu ver as imagens. Tudo isto demorou entre quatro ou cinco minutos. Decidiu-se por anular o golo e o jogo terminou logo a seguir.

Outros destaques:

Charles: está a aproveitar (e de que maneira!) a ausência de Amir. O guarda-redes brasileiro colecionou um par de intervenções decisivas para que o Marítimo saísse do Bessa com pontos. Aliás, arrisco-me a escrever que grande percentagem da vitória dos insulares tem o nome de Charles. Tudo por causa de duas defesas absolutamente extraordinários a cabeceamentos de Neris (41’) e Rafa Lopes (90+3). Hoje foi um guarda-redes que valeu pontos.

Mateus: pese embora a idade (34’) foi o jogador que mais se movimentou para oferecer soluções. O internacional angolano mostrou eficiência no passe – estás a ler, Idris? -, assistiu os seus colegas, tentou o golo, enfim, criou os melhores lances ofensivos do Boavista. Por exemplo, deixou Rafael Lopes em boa posição, mas o colega atirou para defesa de Charles (72’). Ainda marcou em tempo de descontos, mas Luís Godinho acabou por anular o golo. E ninguém mais que Mateus merecia o golo.

André Claro: exibiu-se muito melhor que o colega de ataque, Rafa Lopes. Tanto baixou no terreno para ajudar na construção e na ligação ao ataque como surgiu em carreira de tiro. Foi o autor de dois dos três remates mais perigosos do Boavista em todo o jogo. Se na primeira tentativa errou o alvo por pouco (31’), na segunda fez tudo bem, mas Charles agigantou-se (48’). Incompreensivelmente saiu enquanto Rafa Lopes se manteve em campo.