«Vou sentir o que senti no Portugal-Brasil de 2003, no Porto. A mesma coisa, o mesmo carinho, o mesmo aperto no coração. É um jogo muito importante para mim e para o Murtosa. Trabalhámos e vivemos em Portugal e temos laços muito fortes com muita gente, com o país. A minha segunda pátria é Portugal», começou por destacar na antevisão do jogo.

Antes de Scolari, já tinha falado Paulo Bento que defendeu que Portugal devia estar «grato» ao trabalho que o treinador brasileiro fez na seleção. «O Paulo é muito meu amigo e fico contente com o que ele disse. Talvez o tenha dito também pela amizade que nos une. Ele foi um dos treinadores que sempre me ajudou em Portugal. Eu sei que fiz um bom trabalho em Portugal, mas não diria que foi o melhor. Houve outros, como Otto Glória. No que respeita ao trabalho do Paulo Bento, tem sido espetacular», comentou.

O selecionador português defendeu ainda que os jogadores deveriam cumprimentar o antigo selecionador «de forma efusiva». «Noventa por cento do atual grupo da Seleção trabalhou comigo. A reação deles será igual à minha. Seguramente vamos falar antes do jogo e até depois, porque vou viajar com Portugal de volta por motivos pessoais», contou ainda.

Quanto ao jogo, Scolari lembrou que o Brasil tem de jogar como se estivesse em competição, uma vez que, como anfitrião, não está a jogar a fase de qualificação. Além disso, conhece a seleção portuguesa como ninguém.

Cristiano Ronaldo, capitão da seleção portuguesa, não vai estar em Boston, uma vez que foi dispensado depois do jogo com a Irlanda do Norte em que marcou três golos no triunfo por 4-2. «Ele já fez o serviço dele na Irlanda. Jogou machucado... Jogador fantástico... Foi lá, fez três golos, pronto. Diz-se que ele é isto e aquilo... Mas ele é muito bom, defende Portugal. A ausência dele será muito notada, claro», referiu ainda o atual selecionador do Brasil, antigo selecionador de Portugal.