A temporada 2012/13 foi a pior, a título pessoal, de Pablo Aimar no Benfica. El Mago não foi uma única vez titular no campeonato (13 presenças) e nem nas restantes competições conseguiu ter algum impacto. Fez 510 minutos no total, entre muitas lesões, uma quase saída para o Médio Oriente e jogos atrás de jogos no banco de suplentes. Poderia haver mágoa no discurso de Aimar, mas apenas se vislumbra lucidez. Tudo para ler nesta entrevista exclusiva ao Maisfutebol.

Em janeiro de 2013 esteve muito perto de sair do Benfica. Acabou por ficar, mas jogou poucas vezes. Arrependeu-se ou foi a melhor opção?

«Ficar num clube como o Benfica é sempre a melhor opção. A não ser que sintas já não ter condições para representar um clube tão grande. Nesse momento decidi ficar mais uns meses e cumprir o meu contrato até ao fim, para tentar ajudar no que fosse possível as pessoas que sempre me trataram bem. Sim, ficar no Benfica com toda aquela gente maravilhosa foi o melhor, mesmo não jogando».

Mas não estava acostumado a ficar tantas vezes no banco. Como lidou com esse estatuto de suplente?

«Tinha de entender isso. Os treinadores não querem perder e apostam nos que lhe dão mais garantias. Eu não estava bem e tenho de admiti-lo. Passei os primeiros seis meses da época com muitas lesões, joguei poucas vezes e estava longe do meu máximo nesses últimos meses. É compreensível que não tenha jogado mais vezes».

Gostou de trabalhar com Jorge Jesus?

«Aprendi muito com ele. Não é uma pessoa difícil. É uma pessoa apaixonado pelo seu trabalho. Ama o futebol e o que faz. Não tive uma relação difícil com ele».