Mas há quem tenha essa preferência: Vagner, por exemplo, sempre teve esse sonho.

Ocupa uma função muito especial, ser guarda-redes é diferente de qualquer outro lugar no campo. Sempre quis ser guarda-redes?

Sim, curiosamente sempre foi esse o meu sonho. Tinha um tio que atuava em equipas modestas do Brasil, de amadores, e jogava à baliza. Via-o a jogar e sonhava ser guarda-redes.

Qual é, para si, o melhor guarda-redes a atuar em Portugal?

Se olharmos para os números, para os títulos, para o registo, tenho que dizer que é o Helton.

Ainda sofre com o seu Atlético Paranaense?

Sempre! É o meu clube do coração, o clube onde me formei como jogador, ainda em criança. Quando o Atlético foi rebaixado, levei gozação dos meus colegas aqui no Estoril, foi dose. Mas agora estão bem outra vez, vão em terceiro no Brasileirão, é um orgulho.

Que jogadores brasileiros do momento mais admira?

Para além dos óbvios, dos que atuam na seleção e nos grandes clubes, gosto muito do Paulo André, do Corinthians. Também o Evandro, meu companheiro no Estoril, é um jogador especial. Estamos juntos desde os 13 anos, apadrinhou a minha estreia como profissional, tem uma grande qualidade. E sempre senti grande admiração pelo Rogério Ceni, guarda-redes do São Paulo, muito carismático. Inspirado por ele, cheguei a arriscar nas categorias de base, marquei três golos de penálti. Também admiro muito o David Luiz e o Ramires, acho que são dois jogadores fantásticos.

VAGNER

Nome: Vagner da Silva

Data de nascimento: 6 de junho de 1986 (27 anos)

Naturalidade: Araruna, Paraná

Posição: Guarda-redes

Altura: 1,85 metros

Peso: 80 quilos

Percurso: Atlético Paranaense (2001-2008), Ituano (2009), Desportivo do Brasil (2009), Estoril (2010-2013)

Títulos: Estadual Paranaense (2005), II Liga Portuguesa (2012)