Jürgen Klinsmann, selecionador dos Estados Unidos, um dos adversários de Portugal no Campeonato do Mundo, deixou alguns conselhos a Luiz Felipe Scolari como comandante da seleção anfitriã, papel que ele próprio desempenhou em 2006 quando liderou a Alemanha.

O antigo internacional alemão considera que o Brasil está sob uma enorme pressão por jogar e casa, mas acredita que Scolari tem o perfil ideal para comandar o escrete. «Ele tem condições para conduzir o Brasil ao próximo título. Os adeptos vão abraçar esta seleção e fazer uma grande festa. O Brasil tem futebol no sangue, eles esperam o título. Assim é simples. Por isso, acho que têm grandes chances», destacou Klinsmann em conferência de imprensa esta quarta-feira.

Em 2006, a jogar em casa, a Alemanha não foi além do terceiro lugar, depois de bater Portugal, mas Klinsmann considera que o Brasil, em 2014, vai ter de fazer melhor. «Ganhar não é suficiente. Têm de fazer muitos golos e jogar bonito. O Felipão vai ter que fazer a sua equipa mostrar isso», acrescentou.

Quanto às expetativas dos Estados Unidos no Grupo G, Klinsmann considera que a sua equipa «não é um outsider». «Estamos impacientes para fazer o primeiro jogo, contra o Gana, na segunda-feira. Falar em ganhar o Mundial também não é realista. Mas, em 2004, ninguém teria prognosticado que a Grécia seria campeã da Europa e foi. O futebol é imprevisível. Se conseguirmos passar este grupo, então, o céu será o limite», referiu.

Depois de defrontar o Gana, a seleção norte-americana medirá forças com Portugal, a 22 de junho, em Manaus, e com a Alemanha quatro dias depois, no Recife.