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Os jogadores que voltaram a casa para acabar a carreira

1
Andriy Shevchenko

Andriy Shevchenko – Dínamo Kiev

Aquele que é considerado por muitos como o melhor jogador ucraniano de sempre começou e acabou a carreira no Dínamo Kiev.

Foi no clube da capital ucraniana que o avançado terminou a formação e iniciou a carreira sénior, antes de se mudar para Itália, onde brilhou a grande altura no Milan.

Foram oito as épocas que Shevchenko vestiu a camisola rossonera – em duas passagens, com o Chelsea pelo meio – que tiveram a conquista da Liga dos Campeões (2002-2003) como ponto alto.

Foi também ao serviço do Milan que Shevchenko venceu a Bola de Ouro em 2004.

Após 10 anos fora da Ucrânia, de onde saíra aos 22 anos, voltou ao Dín. Kiev mas não conseguiu fazer do clube novamente campeão durante as três épocas que ainda fez. Mas ainda conquistou duas Supertaças.

2
Arjen Robben

Arjen Robben – Groningen

Para quem parecia feito de cristal, o mágico holandês ainda durou o futebol.

Terminou a carreira aos 37 anos – depois de um ano sem jogar após a saída do Bayern Munique -, cumprindo o desejo de acabar onde tudo tinha começado: no Groningen.

Robben pôde aproveitar assim o que lhe escapou num clube que deixou logo aos 18 anos para reforçar o PSV Eindhoven, onde também só jogou durante duas épocas.

Seguiu-se o Chelsea, o Real Madrid e uma década de Bayern Munique.

No final da carreira, regressou ao clube da juventude com um currículo mais do que recheado: uma Champions, oito Bundesligas, duas Premier Leagues, uma Liga Espanhola, além do título de jogador do ano para a FIFA em 2014.

3
Carlos Xavier

Carlos Xavier - Sporting

O médio, dez vezes internacional português, fez quase toda a carreira no Sporting, clube no qual acabara a formação.

Em Portugal, além da camisola dos leões, só vestiu a da Académica, num ano em que jogou emprestado.

No início da década de 90 fez três épocas de bom nível na Real Sociedad e voltou ao Sporting com 33 anos para fazer mais duas épocas no clube do coração, ao serviço do qual conquistou um campeonato, duas Taças de Portugal e três Supertaças.

4
Diego Milito

Diego Milito – Racing Avellaneda

Muito antes de se fazer herói na conquista da Liga dos Campeões pelo Inter Milão de José Mourinho, o avançado argentino tornara-se menino bonito das gentes de Avellaneda, mais concretamente dos adeptos do Racing.

Aos 25 anos, quando deixou o ninho para rumar ao Génova, Milito já levava cinco épocas e quase quatro dezenas de golos, confirmando depois na Europa o instinto goleador.

Génova e Saragoça serviram de rampa de lançamento para a afirmação no Inter, que teve como ponto alto a conquista da Liga dos Campeões, graças a um bis seu na final diante do Bayern Munique.

No regresso à Argentina, após cinco épocas nos nerazzuri, Milito levou na bagagem ainda um Mundial de Clubes, um campeonato italiano e duas Taças de Itália, além do prémio de melhor jogador para a UEFA na época 2009-2010.

Voltou ao clube onde dera os primeiros pontapés na bola para ainda marcar 22 golos em duas épocas, marcando literalmente até ao final da carreira, uma vez que apontou um golo no jogo de despedida.

5
Dirk Kuyt

Dirk Kuyt – Quick Boys

Isto de voltar às origens para encerrar um ciclo é uma coisa que agrada particularmente a jogadores dos Países Baixos.

E Dirk Kuyt fê-lo de forma particular: voltou a dois dos clubes onde se tinha destacado.

Após brilhar, sobretudo, nas seis épocas que jogou no Liverpool – às quais juntou três no Fenerbahçe – o avançado regressou a Roterdão para jogar no Feyenoord, que o tinha lançado para a Premier League.

A história, porém, só terminaria com uma última época ao serviço do modesto Quick Boys, onde começara, para jogar no estádio que tem uma bancada com o nome do jogador que marcou 24 golos em 105 internacionalizações pelos Países Baixos.

6
Domingos Paciência

Domingos Paciência – FC Porto

Mais um jogador que fez quase todo o percurso no clube de sempre.

O avançado que se tornara menino-bonito e encantava as bancadas do antigo Estádio das Antas jogou de dragão ao peito durante 12 das 14 épocas enquanto profissional.

Entre 1997 e 199 representou o Tenerife, da Liga espanhola, para regressar depois ao FC Porto para as duas últimas épocas da carreira de jogador.

Aos nove golos em 39 internacionalizações, Domingos juntou sete títulos nacionais, cinco Taças de Portugal e seis Supertaças.  

7
Henrik Larsson

Henrik Larsson – Hogaborg

Ironias do destino.

É assim que se pode resumir a forma como o sueco de ascendência cabo-verdiana colocou umas reticencias no final da carreira, depois do que teria sido o ponto final.

O avançado que se tornou lenda do Celtic antes de jogar duas épocas no Barcelona  - e ainda fazer uma perninha no Manchester United durante meia época – regressou à Suécia definitivamente em 2007 para jogar três épocas no Helsinborg, clube no qual tinha chamado a atenção do Feyenoord quando tinha apenas 21 anos.

Porém, em 2014, numa altura em que fazia parte da equipa técnica do Hogaborg, onde tinha começado a jogar, as lesões na equipa fizeram-no voltar a calçar as chuteiras para lhe romantizar o final da carreira.

Mais ainda se tivermos em conta que nos dois jogos que fez pelo pequeno clube sueco, Larsson partilhou a frente de ataque… com o filho.

Alguém se atreve a dizer que não foi um final bonito?

8
Saviola

Javier Saviola – River Plate

Escrevemos há pouco que terminar no clube de infância era uma coisa muito holandesa – o que não é mentira -, mas é ainda mais argentina.

O que não é de estranhar, ou não estivéssemos a falar de uma das nações que acompanha o futebol com mais paixão.

E quando se fala de pasión no futebol argentino, tem de se falar de Boca Juniors e River Plate.

Neste caso concreto, dos Millonarios, paixão de uma vida do ex-avançado do Benfica Javier Saviola.

Depois de brilhar na Europa, jogando, além das águias, no Barcelona, Real Madrid, Málaga, Olympiakos e Verona, El Conejo voltou ao clube de Buenos Aires para fazer os últimos jogos enquanto futebolista profissional.

Sim, porque até à última época ainda andou a «brincar» ao futsal em Andorra, mas isso já é outra carreira.

9
Riquelme

Juan Román Riquelme – Argentinos Juniors

Lá está, mais um argentino.

O talentoso camisola 10 foi um daqueles que fez o círculo perfeito, dando a alegria da despedida aos adeptos dos clubes que mais vibraram com a magia que colocava em campo.

Riquelme acabou a formação e iniciou o percurso sénior no Boca Juniors, o clube cuja camisola vestiu mais vezes, num total de quase 400, repartidas por 14 épocas e duas passagens distintas.

Ainda jovem, deixou Buenos Aires para uma aventura pouco feliz em Barcelona, onde não se demorou mais do que uma época.

Brilhou depois durante três épocas e meia no Villarreal, clube que ajudou a chegar a umas impensáveis meias-finais da Liga dos Campeões, em 2005.

Voltou depois disso ao Boca Juniors para mais oito épocas, mas foi no Argentinos Juniors, onde tudo tinha começado, que quis terminar a carreira, em 2015.

Para deixar em delírio os adeptos do clube onde nasceu também um tal de Diego Armando Maradona.

10
Aimar

Pablo Aimar – River Plate

Olha, mais um?

Tínhamos avisado. Os argentinos vivem isto de forma verdadeiramente apaixonada.

O caso de El Payaso, outro que tanto encantou os adeptos do Benfica ao longo de cinco épocas, é quase simbólico.

Chegado ao River Plate com 14 anos, Pablito cresceu no clube até dar o salto para a Europa, pela porta do Valência, aos 21.

Em Espanha, além das seis épocas no clube che, jogou dois anos no Saragoça, a quem o Benfica o contratou em 2008, naquela que foi vista como a primeira grande contratação de Rui Costa, que lhe ofereceu a «sua» camisola 10.

Depois de deixar as águias, o criativo jogou na Malásia, regressando em 2015 para a despedida no River Plate, onde acabaria por fazer apenas um jogo.

Isso torna o regresso de Aimar ao clube quase simbólico, mas verdadeiramente simbólico foi o jogo que fez, em 2018, no Estudiantes de Río Cuatro.

Havia sido ali que Aimar tinha começado a jogar e foi lá que fez o último jogo oficial, alinhando ao lado do irmão Andrés Aimar, o que deixou o pai de ambos lavado em lágrimas na bancada… ao lado de Marcelo Bielsa.

11
Rafa Márquez

Rafa Márquez – Atlas

O mais consagrado dos jogadores mexicanos a jogar na Europa iniciou a carreira no Atlas, clube da cidade de Jalisco, Guadalajara.

Defesa central forte, deu nas vistas muito cedo e chegou ao Velho Continente pela porta do Mónaco.

Seria, porém, ao serviço do Barcelona que Márquez conquistaria a fama de implacável. Ao longo de sete épocas nos culé, o mexicano conquistou duas Ligas dos Campeões, quatro campeonatos, além de um Mundial de Clubes.

Deixou os espanhóis para rumar aos EUA, onde jogou durante três anos ao serviço dos NY Red Bull, antes de um primeiro regresso ao Mexico para jogar no León.

Depois disso ainda fez mais uma época e meia em Itália, no Verona, para terminar então ao serviço do Atlas, em 2018, depois de três épocas no clube onde começara a carreira profissional.

12
Van Persie

Robin Van Persie – Feyenoord

Após mais de uma década como um dos melhores avançados a jogar em Inglaterra – e não antes de duas temporadas e meia na Turquia, Robin Van Persie fez um regresso triunfal ao Feyenoord, clube que o tinha lançado para a elite.

Fê-lo aos 34 anos, com o instinto goleador intacto, como mostram os 25 golos apontados em 45 jogos no clube de Roterdão, onde é considerado uma lenda.

Para trás ficaram oito épocas ao serviço do Arsenal e uma bastante polémica transferência para o Manchester United, onde conquistou, finalmente, a Premier League que tanto ambicionava.

 

13
Rui Costa

Rui Costa – Benfica

O atual presidente do Benfica é o caso mais impactante de um regresso a Portugal, sobretudo pelo percurso repleto de títulos que teve em Itália.

O maestro brilhou em Itália, primeiro ao serviço da Fiorentina – o clube que representou mais vezes enquanto sénior (277 jogos) – e, sobretudo, com a camisola do Milan.

Com os rossoneri, o antigo camisola 10 venceu uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um campeonato, três Taças e duas Supertaças.

Em 2006 voltou ao clube do coração, com 35 anos, ainda a tempo de fazer duas temporadas de bom nível.

Na época de despedida, em 2007-2008, marcou dez golos e fez cinco assistências, em 45 jogos.

Despediu-se entre lágrimas, aplausos e vénias, num Estádio da Luz lotado.

14
Vítor Baía

Vítor Baía – FC Porto

O guarda-redes internacional português é outro dos jogadores que passou quase toda a carreira vestido de azul e branco do FC Porto.

A exceção foram as duas épocas que representou o Barcelona, provando numa das melhores equipas do mundo o valor que demonstrava em Portugal.

É verdade que só na primeira época Baía foi titular, mas foi nessa (1996-1997) que o Barcelona venceu a Taça das Taças.

A esse título europeu – que juntaria à Champions e à Taça UEFA pelo FC Porto – o atual vice-presidente do FC Porto juntou um título espanhol, duas Taças do Rei e uma Supertaça.

Regressou aos dragões em 1998 e jogou ainda durante mais nove épocas, terminando a carreira com 566 jogos pelos azuis e brancos.

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