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Qatar: o guia

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Seleção do Qatar (Getty)

O PLANO

A Qatar Stars League foi interrompida em meados de setembro, pelo que a seleção entrou mais cedo num intensivo estágio pré-torneio. O selecionador Félix Sanchez deu-se ao luxo de trabalhar em Viena e Marbelha, com amigáveis frente a Canadá, Chile, Nicarágua e Guatemala. Falta de preparação não pode ser desculpa para os anfitriões.

Iniciam o Mundial tendo jogado 10 amigáveis europeus e tendo conquistado a Taça Asiática de 2019, jogado bem na Copa América de 2019, e chegado às meias-finais da Gold Cup em 2021. Houve sugestões de que, eventualmente, a seleção de Félix Sanchéz tivesse chegado ao seu auge demasiado cedo, particularmente após ser surpreendida pela Sérvia e Portugal, no ano passado, e depois ao perder por 2-0 frente ao Canadá, no mês passado. Mas um empate (2-2) frente ao Chile renova o otimismo.

A familiaridade é a sua força e Sanchéz há muito que implementou um sistema ora de 3-5-2, ora de 5-3-2, o primeiro designado para manter a posse, o segundo para contra-atacar. É uma seleção repleta de jogadores tecnicamente proficientes, com Akram Afif atrás do predador Almoez Ali, com a presença de Homam Al Amin no flanco esquerdo.

É uma seleção muito leve, apesar de tudo, e como se vão comportar sem bola contra adversários imponentes no grupo A – Países Baixos, Equador e Senegal – é uma preocupação grande. «Esperam-nos jogos duros no torneio», disse Sanchéz à AFP recentemente. «Vamos enfrentar adversários fortes, que estão habituados a estar no Mundial. Se mostrarmos o nosso melhor vamos ser capazes de competir».

 

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Félix Sánchez (AP)

O SELECIONADOR: FÉLIX SÁNCHEZ

Está no Qatar desde 2006 e trabalhou na academia Aspire, desde os escalões jovens até chegar à seleção principal do país, em 2017. Falhou na qualificação para o Mundial 2018, mas o triunfo na Taça Asiática, em 2019, compensou essa desilusão. O catalão não tem experiência a treinar clubes, mas poucos têm o seu conhecimento sobre o futebol no país. Tem de ser dito, contudo, que os anfitriões esperavam que outro catalão exultado estivesse no banco no Qatar: um tal de Mr. Xavi Hernández…

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AKFRAM AFIF (AP)

ESTRELA: AKFRAM AFIF

O menino-estrela do Qatar está a recuperar a forma na altura certa. Lesões e rumores de desentendimentos com o Xavi, no Al Sadd, fizeram-no perder a consistência, mas os últimos amigáveis deram a entender que está na forma ideal para o Mundial. Avançado eletrizante, no seu melhor dia consegue bater qualquer defesa, e justificar o estatuto de um dos melhores jogadores asiáticos. «É um talento inacreditável, um grande jogador. Disse-lhe muitas vezes que é um jogador fantástico», disse Xavi sobre Afif, depois de vencer o campeonato em 2020.

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BASSAM AL RAWI (AP)

HERÓI DISCRETO: BASSAM ALRAWI

Muito recai nos ombros do jogador do Al Duhail, como pilar da defesa, mas a sua cabeça pode ser, também, muito importante. O central é uma grande ameaça nas bolas paradas e isso será uma avenida de golo para os anfitriões. É baixo mas muito combativo, e será ele a configurar o tom quando a seleção estiver sob pressão. Portanto, se ele estiver firme, também estará o Qatar.

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Genéricas Maisfutebol

ONZE PROVÁVEL

5x3x2

Alsheeb; Pedro Miguel, Boualem Khoukhi, Bassam Alrawi, Abdelkarim Hassan, Homam Ahmed Elamin; Abdulaziz Hatem, Hasan Alhaydos, Karim Boudiaf; Akram Afif, Almoez Ali.

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Estádio Lusail

POSIÇÃO SOBRE O QATAR

Os organizadores do torneio têm sido firmes na abordagem às críticas, basicamente desde o dia em que venceram a corrida para o Mundial. Hassan Al Thawadi, secretário-geral do Comité Supremo para Entrega e Legado (SC), é o rosto público do Mundial do Qatar, e sempre que questionado sobre temas como LGTB e trabalhadores migrantes, expressou repetidamente que todos são bem-vindos e que o torneio acelerou grandes reformas sociais e trabalhistas. «Todos são bem-vindos no Qatar. O objetivo do torneio é reunir pessoas de diferentes valores, crenças e culturas», diz Al Thawadi.

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Qatar (AP)

HINO NACIONAL

As-Salam al-Amiri traduz-se para «Paz no Emir», e foi adotado em 1996, depois da ascensão ao trono de Sheikh Khalifa Al Thani. As letras falam de orgulho nacional, a força do Qatar quando precisa de a mostrar, e a paz quando tem de ser pacífico. Foi escrito por Skeikh Mubarak bin Sayf Al Thani e composto por Abdulaziz Nassir al Ubaydan Al Fakru.

8
SEBASTIÁN SORIA (AP)

LENDA DE CULTO: SEBASTIÁN SORIA

O Edinson Cavani do Qatar. O avançado nascido no Uruguai foi um dos primeiros jogadores a naturalizar-se, em 2006, muito antes do dinheiro chegar, e tornou-se no melhor marcador da história da seleção, com 39 golos em 123 presenças. Numa carreira de 18 anos representou cinco clubes, e este ano chegou aos 200 golos na liga, no seu canto do cisne no Qatar Sports Club. Liderou por muito tempo o ataque de uma seleção discreta, marcando os seus únicos golos na Taça Asiática de 2007, uma demonstração de quão longe chegou Al Annabi. Aos 38 anos não há dúvida que muitos adeptos ficam tristes pelo facto de não representar o Qatar neste Mundial.

 

Textos escritos por Ali Rea, que escreve para o sport360.com

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