Maisfutebol

100 anos do Sp. Braga

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Sp. Braga 1927

1919-1921: A simpatia de benfiquistas, o nome sportinguista

Dizem os registos existentes que em 1919, dois anos antes da fundação formal, um grupo de simpatizantes do Sporting da capital criaram o nome do Sporting Clube de Braga. E o equipamento. Nos jogos de fim-de-semana no Campo das Goladas, os amigos minhotos trajavam o equipamento Tromp, com camisola verde e branca, dividida ao meio. Por influência de simpatizantes do Benfica, em 1921 foi encontrada uma forma salomónica de agradar a gregos e troianos. O nome manteve-se fiel ao Sporting, mas o equipamento passou a ser vermelho e branco, em honra da ligação de parte dos bracarenses ao Benfica lisboeta. No livro «A História do Sporting Clube de Braga» (João Miguel Fernandes, 2020) todos estes pormenores são aprofundados.

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Sp. Braga anos 50

1946: O equipamento «à Arsenal»

Até 1945, o Sp. Braga imita o equipamento do Benfica. Camisola vermelha, calções e meias brancas. Nesse ano, por altura do final da II Guerra Mundial, os minhotos adotam para a segunda a equipa a versão arsenalista, já com mangas brancas. A alteração foi tão bem recebida que a partir da temporada 1946/47, esse traje «à Arsenal» tornou-se na imagem que dura até aos dias de hoje. Daí a utilização recorrente das expressões 'arsenalistas' ou 'Arsenal do Minho'. Aliás, em meados dos anos 90, a equipa-satélite do clube foi batizada com a designação de Arsenal de Braga.

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Estádios

1950: Estádio 1º Maio, o forte arsenalista

Campo das Goladas, Campo do Colégio do Espírito Santo, Campo do Raio. Nas primeiras décadas de existência, o Sp. Braga saltita de casa em casa, mas o crescimento e a implantação social tornam urgente a edificação de um forte, uma fortaleza que permita projetar uma imagem de força. A 28 de maio de 1950 é inaugurado, então, o Estádio 1º de Maio - que só ganha essa designação após a Revolução dos Cravos em 1974. No dia da inauguração aparecem os nomes maiores do Estado Novo fascista, que aplaudem a obra dos arquitetos Travassos Valdez e João Simões. Está classificado, desde 2012, como Monumento de Interesse Público e integra o Parque da Ponte. Até à inauguração em 2004 do Municipal de Braga - a «Pedreira» - o Estádio 1º Maio é a casa arsenalista.

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Sp. Braga venceu Estoril na Taça da Liga

1947: Estreia na 1ª divisão, 65 presenças

O Sp. Braga é o quarto clube português há mais tempo a participar de forma ininterrupta no escalão maior do futebol português. Os Guerreiros do Minho estão desde a época 1975/76 a competir sem ausências na 1ª Divisão Nacional e já têm 65 presenças registadas. A estreia nos palcos mais importantes apareceu na temporada 1947/48, com um 13º lugar que lhe valeu a permanência. O último ciclo fora do convívio dos grandes nacionais ocorreu entre 1970 e 1975. O segundo lugar conquistado em 2009/2010 continua a ser o melhor registo do clube, que tem foi ainda duas vezes terceiro lugares (2011/12 e 2019/20) e 14 vezes quarto classificado (77/78, 78/79, 83/84, 96/97, 00/01, 04/05, 05/06, 06/07, 10/11, 12/13, 14/15, 15/16, 17/18 e 18/19).

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Sp. Braga 1966

1966: A primeira Taça de Portugal

Dia 22 de maio de 1966, Estádio do Jamor. O Sp. Braga vence o V. Setúbal por 1-0 e ganha pela primeira vez a Taça de Portugal. Aos 77 minutos, Miguel Perrichon acaba com a resistência sadina e marca o único golo da tarde. Em 2013, o argentino reviveu com o Maisfutebol as incidências desse jogo histórico. Para si e para o Sp. Braga. Canário, o capitão, recebeu o ansiado troféu das mãos de Américo Tomás, o então Presidente da República.

VÍDEO: (arquivo RTP)

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Sp. Braga-AEK 1966/67

1966/67: A primeira aventura europeia

A vitória na Taça de Portugal é o bilhete de entrada para a Taça das Taças na época 1966/67. A estreia europeia do Sporting Clube de Braga. O treinador é Fernando Caiado e a primeira eliminatória não podia correr melhor: 28 de setembro de 1966, vitória por 1-0 em Atenas, casa do AEK, golo de Luciano Marques. Em Braga, a 5 de outubro, mais uma vitória: 3-2, golos de Mário Espingardeiro e bis de Miguel Perrichon. A primeira experiência acaba contra o Gyori ETO, da Hungria. A derrota por 3-0 na Hungria faz com que o 2-0 de Braga seja insuficiente. Golos de Miguel Perrichon (sempre ele) e Adão.

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Domingos no Sp. Braga

2010/2011: O sonho da Liga dos Campeões

Domingos Paciência chega em 2009 a Braga e consegue um extraordinário segundo lugar. A melhor marca do clube no campeonato nacional, até hoje. A classificação abre a porta da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões e o Sp. Braga ultrapassa-a com distinção, deixando para trás o Celtic. No playoff é o Sevilha que cai às mãos dos guerreiros de Paciência: 1-0 em Braga e 4-3 na Andaluzia. Na fase de grupos, o Sp. Braga defronta Arsenal, Shakhtar Donetsk e Partizan. Soma três vitórias, três derrotas e é despromovido para a Liga Europa.

VÍDEO: (imagens RTP)

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Adeptos portugueses nas ruas de Dublin (JOSE COELHO/ LUSA)

2011: a final de Dublin estragada por Falcao

Temple Bar, a zona história de Dublin, encheu-se de portugueses no dia 18 de maio de 2011. Não era caso para menos. FC Porto e Sp. Braga jogaram a final da Liga Europa e tornaram a Arena irlandesa num conto de fadas nacional. O golo solitário de Radamel Falcao estragou o dia aos arsenalistas, mas toda a Europa ficou a saber o nome do clube minhoto. Domingos Paciência também fez história nas meias-finais ao eliminar o Benfica de Jorge Jesus.

VÍDEO: a histórica final de Dublin

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Sp. Braga-FC Porto

2013 e 2020: campeões de inverno

Alan em 2013, no Cidade de Coimbra; Ricardo Horta em 2020, no Municipal de Braga. Heróis bracarenses, autores dos golos nas finais contra o FC Porto, responsáveis mais visíveis pela conquista de duas Taças da Liga. Há oito anos, o jogo decisivo ainda se realizava em abril, perto do final da temporada. Em 2020 já se utilizava a designação de «Campeões de Inverno». O Sp. Braga volta a estar, em 2021, a discutir a prova até ao fim. Defronta o Benfica nas meias-finais. Alan e Ricardo Horta continuam no clube. José Peseiro (2013) e Rúben Amorim (2020) foram os treinadores que conduziram os Guerreiros do Minho aos troféus.

VÍDEO:


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Cidade Desportiva de Braga

2017: A Cidade Desportiva do Sp. Braga

Cinco campos de futebol de 11; um campo de futebol de 7; um campo de futebol de praia e a segunda fase de construção em andamento. Tudo deverá estar pronto en 2022, com um investimento estimado em 33,5 milhões de euros. Um pavilhão multiusos com capacidade para 1030 espectadores, um museu, uma área residencial com 50 quartos, uma loja do clube, uma área administrativa, escritórios da SAD, áreas socais e de lazer, um refeitório, um restaurante, um ginásio, um parque de estacionamento para 250 lugares. Uma estrutura que reflete a dimensão atual do Sporting Clube de Braga.